
domingo, 28 de outubro de 2007
Organização dos Laboratórios de investigação do ITM
A investigação está organizada, no seio do ITM/Grupo “Quaternário e Pré-História/Museu de Arte Pré-Histórica em grande grupos de investigação, que associam um número variável de investigadores. Neste quadro, estão em curso três projectos regionais (Alto Ribatejo em Portugal, Senegal na África Ocidental e Santa Catarina no Brasil – projectos complementados pelo apoio a projectos locais que envolvem um número mais limitado de investigadores) e três linhas de pesquisa temáticas (Quaternário e Indústrias líticas, Arte Rupestre e Gestão do Património – complementados por outras linhas de pesquisa, em diversas áreas mas envolvendo menos pesquisadores).As linhas de investigação em Indústrias líticas e em arte rupestre possuem laboratórios dedicados, que funcionam no edifício 2 do Museu de Arte Pré-Histórica.
Laboratório de Indústrias
Os coordenadores deste laboratório são Luiz Oosterbeek (Director do Museu) e Sara Cura, doutoranda da UTAD e docente no mestrado e responsável pelos módulos de Tecnologia e Tipologia Lítica e de Técnicas de Escavação, Registo e Análise. Colaboram na orientação da pesquisa outros professores, em particular Pierluigi Rosina e Stefano Grimaldi. O Laboratório desenvolve as suas acções em articulação com os projectos de investigação em curso (de cariz regional). Na discussão central destes projectos o estudo das indústrias líticas, na sua esmagadora maioria em quartzito, tem um papel determinante na medida em que revelam padrões de comportamento específicos que, pelas suas características ditas «expeditas», dificultam a sua associação inequívoca a comunidades de Caçadores-Recolectores ou de Agricultores e Pastores, sugerindo uma relação com o território e seus recursos não muito diferente.
Por outro lado a experiência acumulada pela análise destas indústrias tem revelado algum desajustamento das metodologias de estudo que foram estruturadas e aplicadas em matérias-primas distintas do quartzito. Faltam estudos experimentais de referência, quer ao nível do talhe, quer ao nível da traceologia. Desta forma o Laboratório de Indústrias deverá coordenar os seus estudos com vista à sistematização e caracterização das indústrias Pleistocenas e Holocénicas e constituição de um banco de dados experimentais que possam auxiliar os investigadores na análise de indústrias nesta matéria-prima. Na sua articulação com o Mestrado em Arqueologia e Arte Rupestre o Laboratório de Indústrias Líticas tem como principais objectivos integrar os alunos nas suas actividades de investigação e divulgação dos resultados científicos e patrimoniais daí decorrentes, bem como enquadrar e acompanhar de forma sistemática aqueles cujo tema de tese seja análise de indústrias líticas. Para além disso, pretende-se que esta integração resulte num apoio e enriquecimento à formação académica de todos os alunos colaboradores. Funcionamento
A unidade funciona no laboratório de Indústrias e Materiais Arqueológicos no Edifício 2 do Museu e no pátio exterior. Está prevista uma saída por semana para estudar colecções no CIAAR ou desenvolver trabalhos na Ribeira da Atalaia.
Laboratório de Arte Rupestre
Os coordenadores deste laboratório são Luiz Oosterbeek (Director do Museu) e Guillermo Muñoz, doutorando da UTAD. Colaboram na orientação da pesquisa outros professores, em particular Mila Simões de Abreu e Hipólito Collado. A linha de investigação propõe-se desenvolver uma investigação aplicada aos contextos rupestres inseridos nos projectos regionais, ou noutros projectos, na base da plena integração das problemáticas nos seus contextos pré-históricos, do apuramento metodológico e da reflexão crítica.A história crítica da investigação em arte rupestre, os fundamentos teóricos e epistemológicos, bem como os desenvolvimentos científicos e tecnológicos das últimas duas décadas, abriram novas vias de pesquisa. A reflexão desenvolvida no seio da UISPP (e em particular da IFRAO, sua organização associada), inclusivamente sobre questões éticas, constitui referência para o Laboratório de Arte Rupestre. O Laboratório mantém relações com equipas de investigação de todos os continentes, e um dos seus objectivos é o de aprofundar tais intercâmbios.
(EuroPreArt)
Descrição de alterações e deterioração de sítios2- Arte rupestre experimental (Modelo)Determinação das ferramentas e processos de realização dos petróglifosDeterminação do uso de pigmentos
Estudo dos processos de alteração
Manipulação digital e descrição laboratorial
3-Cooperação inter-laboratorial
Contributos das ciências básicas para o estudo dos materiais
Análises de amostras de materiais pétreos
Estudo de pigmentos e processos de erosão e corrosão
Estudo de invasores orgânicos (líquenes, ,,,)
4-Publicações e bibliografia
Continuação da ampliação da biblioteca especializada
Resenhas bibliográficas
Comunicações
Publicações (ARKEOS, TECHNE, revistas ISI)
5-Vestígios rupestres e processos de representação em comunidades actuais
Estruturas simbólicas e perduração e recorrência de sistemas estéticos
6-História da investigação em Arte Rupestre
Origens
História das tipologias
Processos, discussões, categorizações e problemática actual
Escolas e características
Estudos regionais e vínculos com a arqueología
7-Processos de Divulgação
Página web
List serv de coordenação
Publicações
Seminários
Funcionamento
Serão programadas saídas campo, dependentes da dinâmica de estudo dos sítios e dos projectos em curso. O Laboratório dedica-se ao registo de evidências de arte rupestre (em distintos suportes) e seu estudo contextual e interpretativo, bem como à revisão dos sistemas de documentação, exercícios de transcrição, estudos fotográficos, organização de materiais, etc.
Luiz Oosterbeek
Sara Cura
Guillermo Muñoz