
Deixo Mação para tràs, depois de um dia de Feira. No cair da noite, os restos arqueológicos que em breve deixarão de poder testemunhar a complexidade cultural da jornada. E como seria nos encontros cíclicos que reuniam as comunidades camponesas do Neolítico, reagrupando-as em eventos de consumo de produtos orgânicos, num tempo de que não restam sequer os plásticos a esvoaçar?

Noutro regresso a Lisboa, por cima do Rio Frio, vislumbro o poder do sol rompendo as nuvens. Num primeiro momento penso que pouco terá mudado desde o Neolítico, mas depois, pensando melhor,sei que vemos hoje muito menos do que então se via. Vemos menos... e temos menos receios (por ignorância nossa, já se vê).
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