quinta-feira, 8 de novembro de 2007

LEITURAS

Dará entrada, em breve, na Biblioteca, livro de Anati, E. e Mohen, J.-P. (eds.), Les expressions intellectuelles et spirituelles des peuples sans écriture, Capo di Ponte, UISPP – Centro Camuno di Studi Preistorici.
Trata-se dos resumos e algumas comunicações do Colóquio da Comissão da UISPP sobre o tema do próprio livro, e dele destaco alguns textos que podem ser de interesse para os nossos debates. O artigo de Jean-Michel Chazine sobre a arte rupestre de Bornéu é especialmente interessante na sua discussão de contextos com impressões/negativos de mãos, quer na questão da sua funcionalidade, quer na revisão das cronologias. Para quem se interesse sobre modelos de interpretação/extrapolação de contextos ideológicos a partir da cultura material, vale a pena ler o artigo de Venceslas Krutas, sobre a arte céltica. O texto de Andrzej Rozwadowski oferece uma reflexão sobre os contributos da teoria da crítica textual para os estudos de arte rupestre (enquanto sistema de comunicação), enquanto o artigo de Kalle J. Sognes dscute o importante tema dos estilos versus autorias na produção de arte rupestre. O livro termina com um texto de Mário Varela Gomes sobre os menhires do Algarve, que merece ser confrontado com as interpretações dos menhires defendida por Manuel Calado (ver, por exemplo, o volume sobre o Alentejo, publicado na série “ARKEOS”). Para Além destes artigos, também alguns resumos valem a pena (como o de François Djindjian, sobre o bestiário associável a sucessivos ciclos rupestres europeus).

Luiz Oosterbeek

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